Vou mudar o nome do Blog.


Tá de sacanagem, só pode ser universo! Será que a vida dos normais é um caos assim? Cara, acho que preciso de terapia, não, melhor! Preciso reencarnar em outra vida! Talvez no céu da eternidade, parece que, pelo que eu soube, as coisas por lá são mais equilibradas.
Estou escrevendo os acontecimentos dos anos anteriores, mas parece que ainda não saí desse ciclo vicioso de dificuldades em cima de dificuldades. Escrevendo no meu diário físico, expus meu desejo de ter coisas positivas para escrever, mas ainda não aconteceu nada a respeito. Acho então que terei que me tornar cronista ou contista para ter estórias interessantes, positivas, de conquistas, conteúdo ficcional para descrever. Cara! Que asco! Cansa, viu!
Tem um dito cristão que é "Conte as bênçãos!" Se for para ser sincera, posso dizer que vivo pela Graça e Misericórdia de Deus. Fora isso, é só bomba em cima de bomba.
Não posso ser radical, eu sei, isso faz mal para o psiquismo humano que deveria estar em progresso e alta performance. Tenho um teto para me cobrir, roupas para me vestir, calçados e agasalhos contra o frio. Deus me perdoe, mas não tem como se contentar, sabe como me sinto? Vou tentar ilustrar: É como se eu fosse uma árvore tentando crescer, uma castanheira, só que estou tolida dentro de um vaso estreito, apertado, as raízes não conseguem se alongar, o tronco, consequentemente, não consegue ganhar largura e os galhos, quando tentam se expandir, são podados. A natureza da Castanheira é ser larga, dar sombra fresca, ser frondosa, mas para isso precisa estar na terra firme.
Não me abstenho das dificuldades da vida, mas esse discurso que pode ser confortável no processo se você tiver um pensamento positivo: é falso, completamente falso. As tempestades doem nas costas, o vento frio açoita a pele, para dar um passo para frente é preciso esforço, a força contrária dos ventos é constante, com o tempo o corpo cansa. Só sobrevivem os fortes, adaptáveis e aqueles que têm uma pitada de sorte. Se sou um dos tais, ainda não posso dizer, pelo visto ainda não cheguei no final, no limite da minha carne.
Questões de herança, dificuldade financeira, debilidades da saúde física, a família doente e um cuidando do outro, só queria ter uma conversa sincera com um terapeuta decente. Queria um coache para me dizer qual é "o próximo passo" o "next level". Como seria a vida hipotética se eu fosse uma pessoa diferente? Me pergunto o que eu posso fazer e não encontro resposta.
Li recentemente um livro de Eça de Queirós, ele é conhecido como um dos mestres do realismo, onde ele expõe as debilidades humanas de forma crua, sistemática, filosófica a ponto de ser um clássico literário. Uma expressão que ele usou e vem circundando dentro dos corredores da minha mente é: "Credo mulher! Estais a própria cara da morte!"- Ver a morte na face de outra pessoa é realmente aterrador, penso na probabilidade de perder alguém em breve, uma parte da minha raiz genética está prestes a se desligar do resto da árvore e tenho a sensação de que isso pode trazer mais aperreio emocional para a família, talvez mais um aperreio financeiro também, se Deus me der a possibilidade de conseguir evitar isso... ficaria agradecida e aliviada. Sem um peso na consciência. Percebi que sou interligada com minha família, matriz, que chega a ser toxico, sinto que sou um peso para eles, mais um para contar como preocupação, acho que foi por isso que sempre procurei ser boa filha, ficar quietinha, porque quando tento existir, acabo sendo humana, e os humanos nem sempre acertam, na verdade mais erram do que outra coisa, esse negócio de tentativa erro na existência pode pôr tudo a perder ou transformar completamente a existência de todos os que vem depois, mais não sei o caminho até isso.
Não sei se nesse ano vou conseguir existir a ponto de conseguir construir alguma coisa, estou tentando convencer a mim mesma de tentar.
D.Santana
Como na Vida dos Invisíveis.

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