Na última curva da pista.

Vamos começar a escrever cedo porque hoje todos vamos desabar de sono mais cedo. Hoje levantei, já eram 9 horas, o que é considerado cedo para quem levantava meio-dia... Mamãe não está em casa, nem a Ester. Foram enfrentar uma fila quilométrica no Banpará, em busca daqueles 500 reais que o governo estadual disse que estava liberado. Passaram o dia, praticamente, debaixo de um sol rachante. Mamãe, quando voltou, parecia um camarão! Sei que foi difícil. Mas elas conseguiram, chegaram em casa já estava começando a escurecer... tadinhas. Papai foi trabalhar lá na casa da irmã Erika, acho que hoje foi o último dia. Também passou o dia fora. Raquel e eu ficamos por aqui arrumando, fizemos o almoço, estudamos, fiz minhas provas da Unip, fiquei com dor de cabeça, Raquel dormiu de tarde, o que não é muito comum... mas... ela acordou muito cedo hoje. Recebemos parte de uma cesta básica, eu não sei de onde, mas vai ser uma ajuda considerável. Passei quase toda a manhã e parte da tarde dedicada a fazer as atividades para domingo de manhã. Alice ainda vai levar convidados, Emerson e Bia, me preparei bastante para essa aula que talvez seja a última do ano. Estou com bastante expectativa para essa aula. Também trabalhei na montagem inicial do planner, ao menos no mês de janeiro. Não sei o que vou jantar, só sei que já estou com fome, e vou deitar daqui a pouco, preciso deixar o notebook descansar também. Como eu consegui concluir os questionários da UNIP hoje vou dormir mais tranquila. d.santana 18.12.2021 #Cansada, porém não derrotada. COMENTÁRIO: Naquela época, mamãe sofria com dores na coluna, era preocupante. Lembrar que ela fez esse esforço é doloroso até hoje, lembro que elas chegaram em casa como quem passou o dia todo na praia, vermelhas como camarão, impactos da pobreza, indesculpável. Ainda assim, não consegui melhorar a vida da minha família, não desisti, mas agora estou numa encruzilhada, não sei para onde ir. Antes tudo era tranquilo porque eu não entendia a dimensão da responsabilidade de suprir uma família, apesar de eu sempre ter sido aquela filha compreensiva, entendia a dificuldade dos meus pais, etc. Ainda luto para não apenas sair da mentalidade de escassez, como sair literalmente da escassez. Sem precisar depender de migalhas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

É uma boa pergunta..

As vezes acho que nao vai dar...

Sem filtros.