Há caminhos solitários.
Há caminhos que precisamos caminhar sozinhos — solitários, mesmo quando desejamos companhia.
A questão é que, para o objetivo que seguimos, muitos daqueles que conhecemos não têm interesse em caminhar conosco. Ou talvez não seja o tempo deles, e sim o nosso.
Por exemplo: você decide entrar em uma dieta em busca de um corpo mais saudável, mas seus amigos só se reúnem para comer alimentos supercalóricos e não demonstram interesse em mudar hábitos. Por essa razão, você começa a se afastar de alguns encontros, não por rejeição, mas para evitar a tentação de desistir do seu propósito.
Outro exemplo é a fé. Quando você decide se dedicar com fervor, buscando viver por princípios que elevam a alma, mas percebe que seus amigos não têm interesse em seguir esse mesmo caminho.
Quantos projetos gostaríamos de compartilhar e celebrar, mas nos deparamos com vários “mas”:
“minha família não apoiou”,
“meus amigos não entenderam”,
“ninguém acreditou que daria certo”.
Algo está nos empolgando, mudando nossa vida, nossa mentalidade, rotina, produtividade e saúde. Queríamos compartilhar… mas olhamos para os lados e nos encontramos sós.
Pode ser desestimulante, frustrante, solitário e, para alguns, até aterrorizador. Mas não pare. Não desista. Conquiste o resultado que você deseja.
Entenda: o tempo de cada um é diferente. O entendimento é diferente. Os objetivos também são.
Existem jornadas que vencemos sozinhos. Sim, elas existem.
E a alegria que você sentirá por ter conquistado, superado e alcançado… uau! Será indescritível.
Visível. Aplaudida. Celebrada.
Mas, para isso acontecer, você não pode abandonar o seu projeto nem desistir do seu caminho.
Essa é uma verdade que descobri há algum tempo. Não é fácil de viver, nem agradável, mesmo sabendo que existem recompensas em continuar e suportar. Ela dói. Sentimos na pele, no coração e nos pensamentos.
É a verdade.
Débora Santana
Aprendendo a andar só
D. Santana — 20/12/2025
Comentários
Postar um comentário